Estudo indica que futuro dos ambientes no trabalho será diversificado entre escritório, casa e outros locais

Estudo baseado em evidências e dados busca entender os principais fatores da experiência nos ambientes de trabalho, seja no escritório ou no home office. O cruzamento de informações, entre 1,7 milhões de pontos de dados de mais de 40 mil entrevistados em todo o mundo, aponta para algumas importantes direções.

  • Novo normal será um ecossistema total dos ambientes de trabalho

 O estudo indica que, no novo normal, o ambiente de trabalho não será mais um único local, mas sim um ecossistema de diferentes locais e experiências para apoiar a conveniência, funcionalidade e o bem-estar dos colaboradores. A previsão é de que os escritórios sentirão o impacto do distanciamento social na densidade, mas que isso não afetará tamanhos atuais de área ocupada.  O que muda é que os escritórios passam a ser um ponto para troca de informações inspiradoras que fortalecem a conexão cultural, o aprendizado, o vínculo com clientes e colegas, além de fomentar a criatividade e a inovação.

Para chegar a essa conclusão, o estudo mediu os aprendizados no período de quarentena. A primeira conclusão é que os funcionários podem ser produtivos em qualquer lugar, não apenas no escritório.  Além da eficácia que é trabalhar de qualquer local, durante a pandemia, a colaboração em equipe produtiva atingiu patamares altos, bem como uma grande capacidade de se concentrar trabalhando de forma remota. A outra conclusão é o ponto da flexibilidade. 90% da força de trabalho entrevistada na pesquisa sente que tem confiança da equipe ao realizar o trabalho remotamente, enquanto, 73% dos entrevistados acreditam que sua empresa deve adotar algum nível de home office.

 

  • Resultados da experiência no local de trabalho

Como muitas empresas rapidamente obrigaram os funcionários a trabalhar em casa, era de se esperar que a experiência no local de trabalho sofresse impactos. No entanto, a realidade é que a experiência geral no ambiente de trabalho permaneceu forte.

 

  • A colaboração está melhor do que nunca

 O aspecto interessante da transição para o trabalho em casa é como o equilíbrio dos atributos da experiência no local de trabalho mudou. Mais notavelmente, a colaboração em equipe alcançou novos patamares – 75% dos entrevistados concordam ou concordam fortemente que estão colaborando efetivamente com colegas no ambiente atual. Isso representa um aumento de dez por cento em relação ao período anterior ao COVID-19. A capacidade de colaborar efetivamente é sustentada pela disponibilidade de tecnologia colaborativa.

 

  • A produtividade pessoal permanece forte

 A mudança para trabalhar em casa foi praticamente universal entre os funcionários de escritórios, pois as empresas fecharam seus escritórios em todo o mundo. De repente, a casa se tornou um local de trabalho movimentado, com cônjuges, colegas de casa e aulas em casa ocorrendo sob o mesmo teto. Apesar da mudança, os funcionários estão relatando que têm a capacidade de se concentrar quando necessário: 75% dos entrevistados se sentem produtivos quando eles precisam se concentrar.

 

  • Uma cultura de confiança

 A confiança é sem dúvida a moeda mais forte no ambiente de trabalho de hoje e é algo que a Cushman & Wakefield teve como objetivo especificamente na pesquisa XSF  @home*. Mais uma vez, há boas notícias aqui, pois 90% dos entrevistados sentem a confiança do gerente para realizar seu trabalho. Além disso, a confiança é uma via de mão dupla, com o sentimento sendo retribuído pelos funcionários por sua confiança na empresa e pela capacidade da empresa de navegar com sucesso pelas atuais crises econômicas.

 

  • Trabalhar em casa é mais difícil para as gerações mais jovens

É comumente relatado que a geração do milênio e a geração Z têm o maior desejo de opções de trabalho flexíveis. Os resultados da pesquisa, no entanto, apontam para um desafio.  No geral, as gerações mais jovens têm menor pontuação de experiência – 70% da geração Z e 69% da geração Y relatam desafios em trabalhar em casa, em comparação com 55% da geração Baby Boomers. Embora a conectividade seja uma queixa para a maioria, existem desafios claros no estágio da vida também em jogo.

A geração Z tem mais probabilidade de encontrar um espaço de trabalho doméstico inadequado. Dado que esses trabalhadores têm menos de 24 anos de idade, eles provavelmente moram em acomodações compartilhadas ou talvez ainda morem com os pais Baby Boomers. Portanto, é improvável que eles tenham acesso a um ambiente de trabalho dedicado. A geração do milênio tem desafios semelhantes no espaço de trabalho doméstico. Eles relatam pontuação 10% menor sobre “espaço para trabalho focado” e “distração mínima”. Por outro lado, os Baby Boomers parecem estar lidando e adaptando melhor – relatando menos desafios e experiências positivas no local de trabalho.

 

Highlights

 – Ecossistema de ambiente de trabalho: 50% da força de trabalho deve trabalhar em um ecossistema do ambiente de trabalho total balanceado entre escritório, casa e outros lugares

– Confiança: 90% da força de trabalho sente que tem confiança da equipe ao realizar o trabalho remotamente

– Flexibilidade: 73% da força de trabalho acredita que sua empresa deve adotar algum nível de home office.

– Colaboração: 75% dos entrevistados concordam ou concordam fortemente que estão colaborando efetivamente com colegas no ambiente atual.

– Produtividade: 75% dos entrevistados se sentem produtivos quando eles precisam se concentrar.

Sobre o estudo

A Cushman & Wakefield adotou uma abordagem baseada em evidências e dados para entender os principais fatores da experiência nos ambientes de trabalho, seja no escritório ou no home office. Por meio banco de dados Experience per Square FootTM (XSF)*, foram analisados mais de 2,5 milhões de pontos de dados que conduzem a experiência no trabalho de profissionais de todo o mundo na era pré-COVID-19 e mais 1,7 milhão de pontos de dados de mais de 40.000 entrevistados em todo o mundo no trabalho atual em ambiente doméstico (XSF @home). Esse cruzamento de dados permite fornecer insights sobre como os funcionários estão lidando agora e identificar os sucessos e os desafios.

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